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sexta-feira, 6 de junho de 2008

Stanislavski vs. Pedagogia Teatral Contemporânea


«Eis a ética stanislavkiana: a atenção a si, ao corpo, ao universo interior, à disciplina, ao companheiro, ao conjunto da obra teatral, implica uma transformação de si, contudo, com a finalidade de melhor exercitar a função de ator.
Na Pedagogia Teatral contemporânea essa função irá se dispersar ao pretender a transformação do ser humano por intermédio da prática teatral: uma espécie de inversão do projeto stanislavskiano.»

In: Pedagogia Teatral como Cuidado de SI: Problematizações na Companhia de Foucault e Stanislavski
Gilberto Icle– Universidade Federal Rio Grande do Sul (Brasil)
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Lembram-se da famosa frase de Stanislavski, que resume, de certa forma, a sua ética?
...
"Ama a arte em ti, e não a ti na arte."
...
Neste texto, Gilberto Icle dá-nos um interessante material de reflexão:
- por um lado, Stanislavski defende o "cuidado de si" como força transformadora a serviço da Arte (cuidamos de nós, conhecemo-nos, praticamos a ética teatral de respeito, rigor e disciplina, para que melhor possamos servir a Arte da reresentação);
- por outro lado, hoje em dia coloca-se a Arte a serviço da transformação humana (a representação é um pretexto; temos, como objectivo, o desenvolvimento do auto- e hetero-conhecimento, do respeito, do rigor, da disciplina, ou seja, o desenvolvimento e transformação do ser humano através da arte).
Houve, como diz o autor, uma inversão.
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Questões para reflexão:
- O que é uma Pedagogia Teatral?
- Pode dizer-se que Stanislavski desenvolveu uma Pedagogia Teatral?
- Será que devemos optar metodologicamente por uma ou por outra das linhas apresentadas no texto, ou podemos conviver com as duas? Em que medida?
- Cada uma delas terá espaços e agentes próprios?
- Imagina que és um actor profissional: como ponderarias estas questões e por que linhas práticas optarias?

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Grotowski e Ética




«Grotowski deixou para os homens e as mulheres de teatro, não um método, mas o exemplo de uma busca. Segundo ele, “busca do que é mais importante na vida”. Esta pergunta, inclusivamente, levou-o a abandonar o teatro como linguagem artística espectacular. O que se mantém é a necessidade de um espaço para não se esconder, para ser tal qual se é, para o encontro consigo e o outro. Tem-se, assim, não uma profissão, mas um modo de viver, uma ética. E a resposta para a busca, segundo o mestre, “não pode ser formulada, podemos apenas praticá-la”


In: A ética no trabalho teatral de Grotowski - Melissa da Silva Ferreira

(Aluna do Programa de Pós-Graduação/ Mestrado em Teatro – Universidade do Estado de Santa Catarina - Brasil)


Retirado da página web:



Dicas/ Termos para pesquisa:

- Grotowski

- Teatro Pobre

- Teatro Laboratório


Vá, moços, toca a reflectir/ debater/ comentar! Temos aqui pano para mangas!


Primeira sugestão para debate:


«Tem-se, assim, não uma profissão, mas um modo de viver, uma ética.»

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Colaborações para ética I

Lei e ética não são uma e a mesma coisa. São coisas diferentes por natureza.Não é correcto julgar que para se ser eticamente correcto bastará cumprir com a lei.Estar dentro da lei não é suficiente para se ser eticamente exemplar. Ou seja: uma coisa são as leis e o seu cumprimento, outra são os comportamentos e a sua qualidade.A ética deve estar sempre primeiro.